
O jeito como você
segura um copo ou uma garafa pode
revelar muito mais sobre a sua personalidade do que você imagina. Ou
gostaria. Foi o que descobriu o psicólogo Glenn Wilson, da King’s
College, em Londres, que observou a linguagem corporal de mais de 500
pessoas bebendo em bares. E mais. Wilson conseguiu determinar
oito grupos
com características bem definidas: “paquerador”, “fofoqueiro”,
“solitário”, “amante da diversão”, “rainha do gelo”, “playboy”,
“intimidador” e “bad boy”.
O estudo descreveu em detalhes essas oito categorias e revelou até a
abertura que cada um dos tipos dá na hora da paquera. Segundo o
psicólogo, os tipos mais abertos para iniciar uma conversa são o
paquerador, o playboy e o amante da diversão. Então, fique atento para
não passar a imagem errada na próxima vez que sair para beber – ou para
não abordar uma pessoa que não esteja muito disposta a dar condição para
o flerte.
1. O fofoqueiro
Tipo mais comum entre as mulheres. Os fofoqueiros – como não poderia
deixar de ser – se reúnem em grupo (geralmente, com várias mulheres)
para falar sobre os outros. Na maior parte do tempo, fazem comentários
críticos. Quem faz parte deste grupo costuma segurar o copo de vinho
pela taça e o utiliza para gesticular. Quando vai falar algo
confidencial, tende a se inclinar sobre a bebida. Como o fofoqueiro ou a
fofoqueira já está em um grupo social fechado, investidas de pessoas de
fora geralmente não são bem-vindas.
2. O amante da diversão
Esse homem ou mulher bebe para ficar mais sociável e gosta de rir com
seus amigos. Ele geralmente está segurando uma garrafa perto dos ombros
para ter mais liberdade de movimentos e costuma dar goles curtos para
não perder nada da conversa. Este tipo de pessoa está sempre feliz por
ampliar seu círculo social. A melhor forma de abordá-los, portanto, é
chegar logo na conversa de uma forma bem-humorada para fazê-los rir.
3. O paquerador

O paquerador segura o copo delicadamente, com os dedos separados, e
usa o objeto de forma provocativa. As mulheres são as que mais se
encaixam na categoria, podendo posicionar o copo na altura dos seios
para chamar a atenção aos seus atributos físicos. Também podem fazer
contato visual com as pessoas enquanto dão um gole. Às vezes, também
usam o dedo para “provocar” a borda do copo, mergulhar na bebida e tocar
a boca. Se você se interessou por um paquerador, a melhor abordagem é
entrar no jogo e fazer gestos recíprocos de paquera.
4. O solitário
São pessoas tímidas e submissas que seguram o copo com todo o
cuidado, como se tivessem medo de alguém roubá-lo. Eles costumam
esconder as mãos livres no bolso e o copo é usado como uma muleta
social. A bebida nunca está completamente terminada: sempre tem um pouco
sobrando em caso de emergência. O solitário bebe pouco, e pode usar
canudos para mexer a bebida entre um gole e outro. Eles geralmente estão
abertos para novas amizades, mas é preciso chegar de maneira delicada,
talvez com alguns elogios discretos para deixá-los mais autoconfiantes.
5. A rainha do gelo
Fazem parte deste grupo mulheres naturalmente frias que estão sempre
na defensiva. Costumam beber em taças de vinhos ou copo curtos, sempre
segurados de forma a fazer uma barreira para impedir aproximações
íntimas. Glenn Wilson avisa: nem perca seu tempo com ela.
6. O playboy
São homens altivos, confiantes e galanteadores. Geralmente seguram
copos compridos ou garrafas como um suporte fálico, brincando com ele
sugestivamente. Tendem a ser possessivos, mas sabem lidar muito bem com
mulheres.
7. O bad boy

Estes homens inclinados a um excesso de confiança e arrogância
geralmente estão bebendo cerveja engarrafada ou cidra. Costumam se
“espalhar” nos lugares, ocupando tanto espaço quanto for possível para
marcar seu território. Por isso, empurram o copo para bem longe de si
mesmos e se inclinam para trás na cadeira, por exemplo. Se estão bebendo
com os amigos, é pouco aconselhável abordá-los, a menos que esteja com
disposição para ficar de bajulações pra cima deles.
8. O intimidador
Este tipo também é mais comum entre homens. Eles preferem copos
grandes ou garrafas, que usam como se fossem armas simbólicas: seguram
com toda a firmeza e as usam em gesticulações próximas ao rosto das
pessoas, como se estivessem ameaçando-as. Costumam se achar o sabe-tudo e
chegam a ser um hostis na defesa de suas posições, mesmo que não usem
violência. Segundo o estudo, o ideal seria não mexer com um tipo desses –
ou então fazer isso com muito cuidado.